Entre todos os cientistas medievais o do espírito mais tenaz
foi o famoso imperador do Santo Império, Frederico II,
cujo reinado se desenrolou na primeira parte do século XIII.
Frederico era céptico em relação a quase tudo.
Negava a imortalidade da alma e foi acusado de ter escrito
uma brochura intitulada Jesus, Moisés e Maomé
os três grandes impostores.
Mas não se satifazia sòmente com a sátira.
Para satisfazer sua enorme curiosidade realizou
por sua própria conta várias experiências,
contando-se entre elas a prova da incubação
artificial dos ovos e a que fez com os abutres,
vedando-lhes os olhos para determinar se encontravam
o alimento pela visão ou pelo cheiro.
Até se afirma que ele fechou um homem num tonel
de vinho, para provar que a alma morre com o corpo.
Suas mais significativas contribuições científicas
foram feitas, no entanto, como protetor do ensino.
Sendo um ardente admirador na cultura muçulmana,
trouxe para Palermo notáveis eruditos
afim de traduzirem para o latim as obras dos sarracenos.
Auxiliou grandes cientistas, particularmente
Leonardo de Pisa (1180-1250),
o mais brilhante matemático do século XIII.
Além disso, Frederico instituiu medidas para a melhoria
da arte médica.
Legalizou a prática da dissecção,
estabeleceu um sistema de exames
e de licença para os médicos,
e fundou a Universidade de Nápoles,
uma das melhores escolas médicas da Europa.


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