Poucos historiadores se arriscam a entrar
na vida íntima de D. João VI.
Dois deles, Tobias Monteiro(1866-1952) e Patrick Wilcken
(1966- )
apontam evidencias de que, na ausência da mulher
(Carlota Joaquina), ele manteve um relacionamento
homossexual--mais por conveniência do que
por convicção--com Francisco Rufino de Souza Lobato,
um dos camareiros reais.
Monteiro sugere que as funções de Francisco Rufino
inclíam masturbar o rei com certa regularidade.
Um frade, identificado apenas como padre Miguel,
teria assistido sem querer, a cenas de intimidade
entre o rei e seu vassalo na Fazenda Santa Cruz,
onde ficava o palácio de verão da corte no Rio.
Depois desse episódio, o padre foi transferido
para Angola, mas, antes de partir, deixou registrado,
por escrito, seu testemunho do que havia visto.
É possível que tudo isso seja resultado das intrigas
palacianas, mas, graças a seus serviços,
Francisco Rufino foi recompensado e promovido várias
vezes por D. João.
Ao final de 13 anos da corte portuguesa no Brasil,
seus titulos incluiam os de Visconde de Vila Nova da Rainha,
conselheiro, guarda-roupas, tesoureiro párticular do rei,
secretário dos Negócios da Casa e Estado do Infantado,
secretário deputado da Mesa de Conciência e Ordens
do Brasil e governador da Fortaleza de Santa Cruz.
Morreu em 6 de maio de 1830.
Laurentino Gomes, autor do livro 1808
Edição 2007, pag 172
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