quarta-feira, 5 de maio de 2010

Rio de Janeiro

A cidade que acolheu a familia real em 1808, estava para as rotas
marítimas transoceanicas como o aeroporto de Frankfurt,
na Alemanha, está hoje para os voos intercontinentais.
Era uma espécie de esquina do mundo, na qual praticamente
todos os navios que partiam da Europa e dos Estados Unidos
paravam antes de seguir viagem para a Asia, a África e
as terras recem descobertas do Pacífico Sul.
Protegidas do vento e das tempestades pelas montanhas,
as aguas calmas da Baía da Guanabara serviam como
abrigo ideal para reparo das embarcações e
o reabastecimento de água potável, charque, açucar,
cachaça, tabaco e lenha.
"Nenhum porto colonial do mundo está tão bem localizado
para o comércio geral como o do Rio de Janeiro",
ponderou o viajante Jonh Mawe (1764-1829),
"ele goza mais do que qualquer outro, de iguais facilidades
para intercâmbio com todo o globo, e parece ter sido criado
pela natureza para constituir o grande elo para o comércio
de todas as regiões do globo."
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Para os tripulantes e passageiros, a chegada ao Rio de Janeiro,
em meio a uma viagem perigosa e monótona,
era sempre um evento agradável e surpreendente.
Todos os relatos se referem à grandiosidade
da natureza, à imponência das montanhas e
à vegetação espetacular dominando tudo.
Ao passar pelo Rio de Janeiro a bordo do navio Beagle,
em abril de 1832, o naturalista inglês Charles Darwin(1809-1882),
pai da teoria da evolução e da seleção das espécies,
usaria uma inacreditável seqüencia de adjetivos
para descrever o que tinha diante dos olhos:
"Sublime, pitoresca, cores intensas, predominio do tom azul,
grandes plantações de cana-de-açucar e café,
véu natural de mimosas, florestas parecidas,
porém mais gloriosas do que aquelas nas gravuras,
raios de sol, plantas parasitas, bananas, grandes folhas,
sol mormacento.
Tudo quieto, exceto grandes e brilhantes borboletas.
Muita água......, as margens cheias de árvores e lindas flores."

Laurentino Gomes, 1808 pgs 153/154.

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