À Sagrada Escritura assemelham-se
de maneira curiosa as lendas toltecas:
elas narram, entre outras coisas, como a
"primeira época do mundo" terminou entre
"inundações e relâmpagos" e como,
no decorrer da segunda, a terra foi povoada
por gigantes, os "quinametzins" desaparecidos
em grande parte quando uma série de
violentos terremotos "sacudiu a terra" e,
afinal, definitivamente eliminados pelos
homens durante a "terceira época", justamente
como Golias que foi liquidado por Davi.
Mas os pontos de contacto com a Bíblia
são ainda mais sensacionais na mitologia
mexicana:
"Xelua e seus seis irmãos da estirpe dos
gigantes "-escreve Ralph Bellamy (1904-1991)
- "salvaram-se do grande cataclismo terminado
com um dilúvio, subindo ao topo de um monte
que consagraram a Tlaloc, deus das águas.
Para comemorar o evento, demonstrar
agradecimento aos deuses e também ter
um refúgio caso houvesse outro dilúvio,
Xelua e os outros construíram um
'zacauli", altíssima torre destinada a
alcançar o céu.
Mas os deuses ofendidos pela presunção
dos gigantes, fizeram chover fogo sobre a
Terra e muitos operários morreram".
"Os homens que até aquela altura tinham
falado uma só lingua"
-arremata o texto americano-
foram separados e começaram a falar
línguas diferentes".
Eis-nos portanto perante a verdadeira
Torre de Babel além-mar:
sua base deveria ter sido a famosa pirâmide
Peter Kolosimo (1922-1984) Escritor e jornalista italiano
Antes do Tempos Conhecidos
Edição Melhoramentos, 1970, pag 33




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