sexta-feira, 9 de julho de 2010


"Não há homem, por sábio que seja,
que em alguma época da sua mocidade
não tenha levado uma vida
ou não tenha pronunciado umas palavras
que não lhe agrade recordar e
que quisesse ver anuladas.
Mas na verdade não deve senti-lo
inteiramente,
pois não pode estar certo de ter
alcançado a sabedoria,
na medida do possível,
sem passar por todas as encarnações
ridículas ou odiosas que a precedem...
A sabedoria não se transmite,
é preciso que a gente mesma a descubra
depois de uma caminhada que ninguém
pode fazer em nosso lugar,
e que ninguém nos pode evitar,
porque a sabedoria
é uma maneira de ver as coisas."

PROUST (1871-1922)
À Sombra das Raparigas em Flor
(tradução de Mario Quintana)

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