Os povos primitivos não conheciam a
necessidade de dividir o tempo em filigranas.
Para os antigos não existiam minutos
ou segundos.
Artistas como Stevenson ou Gauguin
fugiram da Europa e aportaram em
ilhas onde não haviam relógios.
Nem o carteiro nem o telefone
apoquentavam Platão.
Virgílio nunca precisou correr para
pegar um trem.
Descartes se perdeu em pensamentos
nos canais de Amsterdã.
Hoje, porém, nossos movimentos
são regidos por frações exatas
de tempo.
Até mesmo a vigésima parte de um segundo
começa a não mais ser irrelevante
em certas áreas técnicas.
Paul Valéry (1871-1945) poeta e pensador francês
"The outlook for intelligence" 1989 pags 142/143


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