A felicidade, na medida em que a vida permite,
não se deixa monopolizar por nenhuma classe de
homens em detrimento das demais.
Ao contrário,
ela é encontrada com frequência onde,
à primeira vista, seria menos esperada.
Quando a condição humana parece estar
mais deprimida,
os sentimentos dos homens,
por meio de um bondoso arranjo da Providência,
ajustam-se maravilhosamente ao seu estado
e permitem a eles extrair satisfação de
fontes totalmente desconhecidas dos outros.
Um bom homem desfruta de mais felicidade
no curso de uma vida aparentemente pouco
próspera, do que um mau homem o faz
em meio à afluência e a luxúria.
HUGH BLAIR (1718-1800) Filósofo e pároco escocês.
In Scottish Enlightenment: an anthology
Ed. Alexander Broadie. Edimburgo, 1997, pag. 192


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