"Se na corte, digamos de Nero, eu pudesse
exprimir livremente a minha indignação moral,
talvez eu desenhasse o rosto de um tirano.
Mas se tenho que temer que esse tirano,
por causa de meu desenho,
me aniquile fisicamente ou apenas moralmente,
então - e é esta a verdadeira transposição
de objetividade artística -
desenharei o meu próprio rosto de tal forma
que reflita o horror que nele provocam os
feitos do tirano.
A poesia é grau supremo da verdade."
ISTVÁN LAKATOS (1927-2002) Poeta e tradutor hungaro.
A Escrita no Pó.


Nenhum comentário:
Postar um comentário